Engenheiros de Alimentos: Cumprimento dos (ODS)

Com o crescimento populacional, as mudanças climáticas e o aumento da demanda por alimentos, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu, mundialmente, 17 objetivos de desenvolvimento e sustentabilidade (ODS). Buscando transformar a situação do planeta em 15 anos. Contudo, 11 anos passaram-se e o quadro de evolução é pouco satisfatório.

Dessa forma, nos próximos 4 anos, torna-se fundamental entender de que maneira é possível atuar em cada área de conhecimento para fazer a diferença. Como Engenheiro de Alimentos, as possibilidades de atuação são amplas e de grande poder, já que o recurso é básico, representando saúde, economia e bem-estar social.

O que são os ODS?

Os objetivos de desenvolvimento e sustentabilidade, são metas globais estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU). Foram oficializadas em 2015 na Conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável no Rio de Janeiro.

Visando promover o desenvolvimento econômico, justiça social e preservação ambiental, e ainda erradicar a pobreza, proteger o planeta e garantir paz e prosperidade para todos até 2030.

No site das “Nações Unidas no Brasil” há uma descrição detalhada desses objetivos: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs

Ademais, segundo a ONU em 2025, 35% das metas estão no caminho certo, enquanto 47% avança lentamente e 18% regridem!

Porque o Engenheiro de Alimentos deve atuar?

Sabe-se que, por ser uma área estratégica, os engenheiros de alimentos atuam diretamente em todas as etapas da cadeia produtiva de alimentos, desde o processamento até o consumo.

Assim, contribuem efetivamente para o alcance dos objetivos. Aqueles que abordam alimentação e alimento, saúde, produção, água e mudanças climáticas. Visto isso, os objetivos de desenvolvimento e sustentabilidade 2, 3, 6, 9 e 12 estão ao alcance desses profissionais.

ODS 2. Fome Zero e Agricultura Sustentável:

Fato é que a fome fere a segurança alimentar e nutricional. Por isso, o engenheiro de alimentos deve atuar nesse combate, buscando desenvolver tecnologias que aumentem a vida útil dos alimentos. Se o alimento dura mais tempo, e é embalado de maneira que suporta mudanças de temperatura e umidade, alcança mais pessoas sem perder valor nutricional.

Além disso, tecnologias capazes de diminuir o desperdício das colheitas e aproveitar o máximo das matérias-primas e subprodutos, possibilitam o uso mais eficiente dos recursos alimentares.

Por fim, buscando colaborar com a agricultura sustentável, enaltecer práticas que valorizem a produção local, e o uso racional de insumos com mínimos impactos ambientais é a melhor estratégia.

ODS 3. Saúde e Bem-Estar:

A alimentação adequada é uma alimentação segura, e deve ser garantida pelo profissional. Essa segurança, é consequência do controle de perigos físicos, químicos e biológicos ao longo da cadeia produtiva. Os produtos destinados ao consumo humano precisam atender aos padrões sanitários e legais.

Por isso, devem seguir as Boas Práticas de Fabricação (BPF) da ANVISA. Detalhadas em: https://gepea.com.br/boas-praticas-de-fabricacao-de-alimentos/

O desenvolvimento de produtos acessíveis e menos industrializados, com redução de teores de sódio, açúcares, gorduras e eliminação de componentes prejudiciais à saúde, promovem a alimentação saudável. Se esses produtos forem altos em valores nutricionais, podem ser funcionais e fortificados, promovendo também o bem-estar.

ODS 6. Água Potável e Saneamento:

Como a água é recurso essencial para a indústria de alimentos, o uso de água potável em todos as etapas de produção, é fundamental. Todavia, exige um grande consumo de água. A redução do consumo hídrico por meio da otimização de processos, é essencial assim como a reutilização e uso sustentável da água, por meio do desenvolvimento de tecnologias mais eficientes. Isso, é responsabilidade do engenheiro.

Além disso, o descarte de resíduos da indústria de alimentos em locais adequados, reduz o impacto ambiental e colabora para a preservação dos recursos hídricos.

ODS 9 e 12. Indústria, Inovação e Infraestrutura. Consumo e Produção Responsáveis:

O engenheiro de alimentos, deve, dentro da indústria, buscar otimizar processos produtivos. Para aumentar a eficiência operacional, provocando a redução de custos e de gastos energéticos, e melhor aproveitamento de recursos.

Além disso, investir em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, processos e embalagens, fortalece a inovação no setor e promove uma infraestrutura mais sustentável.

O uso de energia renovável e o aumento de produtos de origem vegetal, proteínas alternativas e novas tecnologias de produção, mostram-se como um grande incentivo à produção e consumo responsáveis e sustentáveis.

Conclusão

A Engenharia de Alimentos, ao integrar ciência, tecnologia e sustentabilidade, enaltece seu papel como agente transformador mundial quanto à construção de sistemas alimentares mais seguros, justos, resilientes e sustentáveis. E mostra-se, crucial para enfrentar o curto período restante para o cumprimento dos Objetivos de desenvolvimento e sustentabilidade da Agenda 2030.

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